Insegurança Alimentar e Nutricional, Autopercepção da Saúde e Uso de Agrotóxicos: o caso dos agricultores familiares de São Paulo
Document Type
Article
Publication Date
2015
Abstract
A utilização de agrotóxicos nas lavouras brasileiras aumentou junto à elevação média anual de 25,3% das notificações de intoxicações ocupacionais. O objetivo do estudo foi descrever aspectos sociodemográficos, de trabalho, saúde, uso de pesticidas e sua relação com a Segurança Alimentar e Nutricional em 107 domicílios de agricultores familiares em Ibiúna, SP. Foi aplicado questionário sobre a produção agrícola, uso de agrotóxicos, dados de trabalho, além da Escala Brasileira de Segurança Alimentar e Nutricional. Foram encontrados 46% de insegurança alimentar (leve ou moderada), baixa escolaridade (70,1%) e baixa renda (67,2% recebiam até um salário mínimo per capita). A população amostrada em Ibiúna apresentou 29,0% de autopercepção de saúde de regular a ruim. Os agricultores utilizavam 55 tipos diferentes de pesticidas, com grande proporção daqueles que contém na sua composição Paraquat, Glifosato e 2,4D. O uso de EPIs foi negado por 14,7% e 46,1% relataram uso parcial.Os agricultores de Ibiúna utilizavam grande quantidade de agrotóxicos, comprometendo a qualidade dos alimentos produzidos e a garantia da SAN. O “uso seguro” foi considerado impraticável em locais de redução da produção de Alimentos Básicos.
Recommended Citation
Luz, Verônica G; Siqueira, Carlos Eduardo Gomes; Rotta, Ehidee I G La-; and Miquilin, Isabella de Oliveira Campos, "Insegurança Alimentar e Nutricional, Autopercepção da Saúde e Uso de Agrotóxicos: o caso dos agricultores familiares de São Paulo" (2015). Gastón Institute Publications. 388.
https://scholarworks.umb.edu/gaston_pubs/388